Em parceria com a Escola Municipal Profª Ângela Antônia Misga, a equipe do projeto Territoriar, desenvolvido pelo Centro Marista de Defesa da Infância, realizou uma série de encontros com o objetivo de revisitar as ações desenvolvidas pelo projeto entre os anos de 2015 e 2016. Na programação, foram previstos momentos de sensibilização do Comitê Multidissiplinar, uma formação com o educador Nélio Spréa e o lançamento do documentário Territoriar: Ambientes Educativos Inspiram Novas Aprendizagens e dos livros que registram o percurso formativo do projeto em foto e texto.

Encontro com o Comitê Multidissiplinar

O encontro ocorreu no dia 20 de outubro, com cerca de 30 integrantes. Após a exibição do documentário, realizaram uma prática lúdica em que puderam expor suas experiências de aprendizado e expectativas para o futuro da escola em retalhos que depois foram tecidos em uma grande colcha para exibição. Com grande interação entre os participantes, o fechamento desta etapa, juntamente com a análise do documento de sustentabilidade – escrito durante primeira etapa do projeto com ações previstas após a finalização –  deixou como provocações a possibilidade de continuidade de ações com a comunidade, como por exemplo a construção de almofadas para os cantinhos da leitura e novas ações para fortalecimento da comunidade.

Inspirados pela recordação de um ex-educando, que brincava de amarelinha na entrada da escola, ficaram como desafios a elaboração de novos jogos pintados no chão, a continuidade da participação da comunidade na escola e a potencialização do sentimento de pertença e cuidado com os ambientes ressignificados.

Vale ressaltar que à época do projeto, as próprias crianças participantes do comitê pediram que a escuta sobre a escolha dos espaços que deveriam ser ressignificados fosse estendida à toda escola, proporcionando um olhar mais plural e democrático. A partir disso, foram eleitos para ressignificação uma sala de aula com infiltrações e o parque, que estava desativado pela impossibilidade de uso, uma vez que pela falta de um muro de arrimo, o esgoto das casas da comunidade era despejado no local. A partir do projeto o muro e o parque foram construídos, a sala de aula passou por reparos gerais, ficando como projeto de futuro a ressignificação da biblioteca.

Formação

No dia 10 de outubro, a formação foi marcada pelo debate acerca dos espaços. Segundo o grupo de educadores, a infraestrutura escolar foi planejada sem refletir utilização pelas crianças, não proporcionando ambientes que facilitam a circulação, e que comprometem a diversificação das formas de aprendizagens e oferta de brincadeiras.

Ministrada pelo o educador e pesquisador Nélio Spréa, outro tópico relevante foi a concepção de criança e a importância das brincadeiras no aprendizado. O palestrante trouxe para o grupo algumas brincadeiras antigas e fez daquele momento uma grande roda de jogos de mão. “A formação contribuiu muito para nós professores, podermos aprimorar nossas aulas, tornando-as mais atrativas. Acredito que devemos desenvolver mais jogos, brincadeiras, atividades lúdicas para o enriquecimento de nossas aulas, para que possamos instigar e aprimorar o ensino e o aprendizado dos nossos alunos e tornar a sala de aula um ambiente mais prazeroso e dinâmico. ”, afirmou a educadora Carinna Moraes

Confira como foram os encontros pela linha do tempo da escola Ângela Misga em http://territoriar.org.br/espaco-tempo/escola-municipal-angela-antonia-misga-de-oliveira/