A Escola Maria Trindade da Silva, de Paranaguá-PR, recebeu a equipe do Territoriar no dia 24 de outubro para o encontro do comitê multidisciplinar e para a exibição do Documentário “Territoriar – Ambientes Educativos Também Inspiram Novas Aprendizagens”. As ações ocorreram no quiosque da escola, ambiente ressignificado anteriormente por decisão do Comitê Muldisciplinar.

Os presentes relembraram as ações dos anos anteriores e refletiram sobre a importância desta escola para todo o território. Durante a criação de uma colcha de retalhos, adultos e crianças desenharam de um lado momentos significativos em suas aprendizagens e do outro lado colocaram suas expectativas para a escola. Em seguida, familiares se juntaram ao comitê para assistirem ao documentário “Territoriar: Ambientes Educativos Inspiram Novas Aprendizagens”, onde puderam se reconhecer nas imagens.

Logo após a exibição, familiares e ex-educandos compartilharam histórias sobre a trajetória da escola, marcada por momentos de união da comunidade e de muita luta para garantir um atendimento de qualidade às crianças. Neste mesmo dia, as publicações que narram o percurso formativo do projeto na escola também foram distribuídas.

Reunião do Comitê Conjunto 

Na mesma semana, no dia 25 de outubro, as equipes de todas as escolas que atendem ao Ensino Fundamental 1 e 2 do município foram convidadas a participar de uma formação na Secretaria de Educação, mediada pela pedagoga Daniele de Bairro. A formação trouxe para o grupo materiais e informações sobre os processos educativos na infância, os ambientes educativos, participação e escuta.

Durante toda a formação diversos temas foram debatidos, como a importância do contato com a natureza nos processos de aprendizados, os acordos sociais que são estabelecidos dentro das escolas, trabalhos pedagógicos que estimulem a experimentação dos sentidos, e a importância do uso das brincadeiras e dos espaços físicos no desenvolvimento dos conteúdos nas práticas dos educadores.

Pós-ocupação

O Comitê Multidisciplinar desta escola retratou, a partir de um poema e de pesquisas realizadas pela coordenação com todos os educandos, quais eram os desejos relativos ao ambiente escolar. Os anseios também ficaram evidenciados na construção das maquetes e em desenhos, realizados pela comunidade escolar com os pais, proporcionando maior interação e tornando possível abranger toda a diversidade de opiniões.

Um desafio apontado durante a reflexão sobre suas prioridades foi a ausência de um espaço onde os educadores pudessem realizar atividades diferenciadas como, por exemplo, as aulas de Artes. A oferta de aulas mais atrativas, com aproveitamento dos espaços livres e verdes, foi oportunizada por meio da construção de um quiosque na parte externa da escola. Em virtude das elevadas temperaturas ao longo do ano, ele foi planejado com laterais abertas e cobertura, proporcionando circulação de ar e proteção ao sol.

Outra escolha levou em consideração o fato de um dos prédios que compõem a escola estar desgastado pelo tempo. Ele apresentava salas escuras, janelas que não abriam e carteiras pesadas e com pouca funcionalidade, já que as mesas eram fixas às cadeiras. Para tornar esses espaços adequados ao processo de ensino e aprendizagem, todas as salas de aula tiveram sua pintura renovada. Além disso, algumas das salas receberam reparos gerais como troca de janelas, piso e reparo de iluminação e três delas a renovação de mobiliários. Outra ação possibilitada pelo trabalho em conjunto com a escola foi a pintura do pátio interno com material disponibilizado pela Unidade, a ressignificação do parque, permanece nos planos de articulação e sustentabilidade a ser desenvolvido pelo Comitê Multidisciplinar e demais parceiros no futuro.