O Centro Marista de Defesa da Infância, em parceria com a Escola Municipal João Augusto Breves (São Paulo – SP), realizou no dia 24 de novembro um encontro de mobilização do Comitê Multidisciplinar do Projeto Territoriar, com participação de cerca de 35 pessoas da comunidade escolar. O encontro também marcou o lançamento do documentário “Territoriar: Ambientes Educativos Inspiram Novas Aprendizagens” e das publicações que registram o percurso formativo do projeto em fotos e em textos.

Desde a finalização das atividades do projeto Territoriar, a escola tem feito grandes transformações em sua proposta pedagógica, facilitadas pelas ressignificações dos espaços. A escola tem um laboratório de ciências que é utilizado para o aprendizado dos conteúdos na prática e uma sala de leitura, dividida em dois ambientes, que se tornou um ambiente educativo onde o aprendizado é prazeroso.

Os educandos passaram a valorizar os espaços, como afirma o educando Guilherme Rodrigues, que integra a imprensa jovem da escola. “Antes era uma sala para alunos e outra para os livros, isto mudou, agora temos os dois ambientes para estudo e para leitura. A minha sala preferida se tornou esta sala de leitura”.

Neste ambiente a leitura é valorizada para despertar a imaginação, e por isto, também são realizados ensaios de teatro. Essa proposta, inclusive, beneficia os ambientes externos, pois as apresentações são estendidas ao Centro de Educação Infantil, vizinho da escola, e para toda a comunidade. “A professora nos disse que isto é uma coisa nova, não é a mesma coisa que dar aula só nos livros, e agora a gente também pode fazer experiências. Antes não era assim. ”, conta Vitor Augusto, educando de 12 anos.

“A gente consegue utilizar todos os espaços. Os alunos fazem muitos trabalhos. Enquanto dou aula em um dos lados, do outro os alunos fazem uma pesquisa, estudam, fazem uma mediação com os ambientes da escola ou ensaiam alguma peça. A proposta é dinâmica, e nós buscamos outras maneiras de chegar até os alunos. A escola desta forma, mais colorida e mais divertida conquista as crianças. ”, conta a professora Ana Paula Costa Lui.

A ressignificação dos espaços

O Comitê Multidisciplinar da escola considerou a necessidade de participação de todo o coletivo escolar nas escutas realizadas. Por isso, uma urna foi disponibilizada para que as sugestões fossem depositadas. Para garantir maior adesão da comunidade escolar, a ação foi divulgada pela rádio da escola, com o apoio do projeto de educomunicação da Unidade. A construção de uma maquete da escola foi concebida coletivamente e permitiu o detalhamento das sugestões para que pudessem ser refletidas e elencadas.

A prioridade para ressignificação foi a sala de leitura. Na opinião dos educandos, trata-se de um ambiente pouco interativo, com mobiliário inadequado que não facilita o acesso aos livros, tanto por parte das crianças como dos adultos. A sala de inglês, localizada ao lado da de leitura, apresentava desafios referentes à atratividade. A solução arquitetônica encontrada foi a unificação das duas salas, que oportunizou um atendimento múltiplo a mais de uma turma em um espaço com qualidade.

Outro lugar ressignificado foi o laboratório de ciências, que recebeu pintura, troca de todo o mobiliário, armário de materiais na altura das crianças e tanque na sacada, que possibilitou o uso compartilhado com o laboratório de artes que também receberá nova pintura.