Cerca de 50 pessoas, entre professores, alunos, pais, membros da Secretaria de Educação de Várzea Grande e equipe do projeto Territoriar, se reuniram no dia 14 de novembro na Escola Municipal de Ensino Básico Gonçalo Domingos de Campos – CAIC, para assistirem ao documentário “Territoriar: Ambientes Educativos inspiram novas aprendizagens” e um encontro formativo para comitê multidisciplinar, responsável pela sustentabilidade das ações na escola.

O lançamento do documentário Territoriar foi marcado pela participação dos alunos, pais e professores. Muitos se reconheceram nas imagens e puderam contribuir partilhando as experiências que vivenciaram no decorrer do projeto. Após a exibição, abriu-se espaço para um diálogo com a comunidade presente, onde pode-se conhecer sobre as ações que se mantiveram após o término da primeira etapa do projeto, resultando na ocupação de diversos ambientes da escola que até então não estavam sendo utilizados, como sala de leitura e auditório. Muitos espaços foram ressignificados por meio de pintura das paredes e reorganização da mobília, o que vem fortalecendo o sentimento de pertencimento sobre os espaços escolares.

Após assistirem ao documentário, o grupo permaneceu no auditório da escola para participar da reunião de Comitê Multidisciplinar. Juntos pensaram ações que podem aproximar ainda mais a comunidade escolar e qualificar as relações da escola com o território. Por meio de uma atividade lúdica, as pessoas puderam partilhar suas lembranças sobre os diversos territórios que ocuparam durante a vida e expor as expectativas e sonhos para um dos territórios que ocupam hoje: a escola.

O projeto de ressignificação na escola

Um dos ambientes escolhidos pelo comitê multidisciplinar desta escola a ser ressignificado foi o parque. O reconhecimento do direito ao brincar e a promoção de espaços para valorização da prática foi decisório para a escolha do local. Somado a isso, o fortalecimento da relação da criança com a natureza, podendo desfrutar de uma área verde disponível no local e ainda pouco explorada pela comunidade escolar, além da relação já estabelecida com o território foram itens relevantes para esta escolha dos ambientes.

Para que a ressignificação fosse viabilizada fez-se necessária a disponibilização de um local para implantação de um novo parque, pois o que estava ativo até então situava-se em um pequeno corredor fora da área de principal circulação, que não privilegiava o seu uso. O local que ofertava as necessidades elencadas, como espaço físico e área verde era totalmente ocupado por um estacionamento utilizado pelos profissionais da unidade escolar. Para que este espaço fosse ocupado pelo novo parque, além de um estudo acerca da legislação vigente sobre o número de vagas de estacionamento foi realizada a negociação entre funcionários, que, em comum acordo, definiram em diminuir a área para os veículos utilizando a área verde para o projeto.