Formações

Concepção de Criança e Família

A criança deve ser compreendida como sujeito de direitos, capaz de vivenciar, produzir e modificar as diferentes culturas, como um processo simbólico que dá sentido à sua existência. Uma das primeiras relações de pertencimento que a criança estabelece neste mundo é com a família. Por meio de laços sanguíneos ou afetivos, a família auxilia, media, estabelece vínculos e participa na construção de relações de solidariedade e compromisso na sociedade. A criança imagina, interage, expressa seus pensamentos e reflete sensações. Cada uma destas diferentes linguagens são modos de comunicar, organizar e identificar e devem ser consideradas no desenvolvimento integral da criança.

Projetos pedagógicos nos espaços educativos

O trabalho com projetos pedagógicos nos espaços educativos possibilita um diálogo mais amplo, coletivo e cooperativo entre as áreas de conhecimento e as realidades sociais.  É nessa relação que a função social da escola amplia seu sentido. Com a mediação de conhecimento dos educadores neste processo, as crianças têm a oportunidade de se apropriar e reinterpretar diferentes conteúdos, de acordo com os saberes dos seus pares.

Arquitetura escolar

A arquitetura escolar é uma área que atua na produção de projetos voltados para a construção de espaços e ambientes educativos de forma alinhada às especificidades e às propostas que esses espaços se destinam. Mais do que espaços físicos funcionais e concretos, a arquitetura da escola deve ser promotora da participação, da interação e da produção de cultura, de forma a potencializar as diferentes expressões, a autonomia e o desenvolvimento das linguagens para a produção de conhecimentos. O objetivo deste momento formativo é o de localizar a arquitetura numa perspectiva sócio-histórica, a fim de problematizar alguns modelos e paradigmas, propondo uma relação mais estreita entre o espaço físico, a produção de saberes e a criança.

O currículo para o espaçotempo interno e externo

O currículo é um conjunto de práticas pelo qual a escola se organiza, propõe caminhos e a orienta para a prática pedagógica. Entende-se o espaçotempo como uma organização social, em que espaço e tempo são indissociáveis, devendo estar presente no currículo da escola, uma vez que é promotor de situações de aprendizagens e comunica à criança como a escola é entendida e pensada. Por ser construído socialmente, o espaçotempo deve estar em constantes transformação.

Territórios educativos

A concepção de território engloba aspectos geográficos, estéticos e, em uma visão mais ampla, compreende ainda a relação dos sujeitos com os espaços que habitam. É dessa relação que surge a compreensão de Territórios Educativos, ou seja, ambientes externos à escola mas que também são inspiradores de novas aprendizagens e contemplam as diferentes linguagens, pois são expressão do tempo e da ação humana. É preciso entender a cidade como um território que educa, potencializa a criatividade, é palco das relações sociais, de afetividade, de poder e manifesta as várias identidades que singularizam cada canto das cidades. Portanto, é partindo das concepções e dos olhares que lançamos sobre as infâncias que tecemos reflexões e propostas acerca dos Territórios, em articulação com o Sistema de Garantia de Direitos: educação, cultura, saúde, esporte.

REFERÊNCIAS