No dia 23 de outubro, os educadores, país, crianças, voluntário e equipe territoriar, se reuniram na Escola Municipal Graciela Elizabete em Paranaguá – PR, para um encontro do comitê, nos anos anteriores a maior parte deste comitê participou das formações e das tomadas de decisões em relação a qualificação dos ambientes educativos e agora este grupo, cerca de 10 pessoas, se reuniram para repensar ações que aproximam a comunidade escolar e qualificam as relações da escola com o território. Durante o encontro foi revisto o documento de sustentabilidade – escrito durante primeira etapa do projeto com ações previstas após a finalização – e identificadas ações que estão sendo realizadas como continuidade do projeto.

A escola conta com um voluntário que realiza projetos de artes aos sábados. Esta ação tem possibilitado a abertura da escola para a comunidade que além de participar do projeto pode utilizar os demais espaços, como a quadra esportiva para recreação. Esta atividade tem sido muito importante para o fortalecimento da relação da comunidade com a escola, subsidiando a continuidade da participação e a potencialização do sentimento de pertença e cuidado com todos os ambientes da escola.

Na 1ª Etapa do desenvolvimento do Projeto Territoriar, ficou evidente a preocupação do Comitê em querer promover a participação, não só por meio de seus representantes, mas considerando a totalidade da comunidade escolar. A participação se evidenciou com diferentes pessoas nos processos de escuta, abrangendo uma amostra da diversidade de opiniões que pudesse existir sobre as prioridades a serem elencadas para a ressignificação realizada pelo projeto. Dentre as escolhas para as ressignificações estão a biblioteca e a sala dos professores.

Lançamento do Documentário

O lançamento do documentário Territoriar foi marcado por muita satisfação das pessoas que estiveram presentes. Muitas se reconheceram nas imagens. Ao término da exibição, abriu-se espaço para um diálogo, o que despertou o sentimento de pertencimento e impulsionou o desejo de manutenção e continuidade das reuniões de comitês.

O projeto de ressignificação na escola

Durante o desenvolvimento do projeto Territoriar na Escola Graciela, ficou evidente a preocupação do Comitê em querer promover a participação, não só por meio de seus representantes, mas considerando a totalidade da comunidade escolar. Dentre as diversas atividades propostas, o mapeamento do entorno da Unidade foi realizado através de desenhos, elencando possíveis e futuras parcerias para a ampliação da educação no território no qual a escola está inserida.

Dentre as escolhas para as ressignificações estão a biblioteca e a sala dos professores. Os dois ambientes não eram aproveitados em sua totalidade, pois ambos funcionavam em um único espaço, de modo compartilhado. Além disso, essa mesma sala ainda exercia a função de depósito para materiais de educação física. A biblioteca recebeu mobiliários adequados, mesas, cadeiras e pufes para uma leitura mais confortável, armários com acessibilidade à altura das crianças e adolescentes, além de iluminação apropriada. O uso de cores para tornar o espaço mais atrativo e lúdico e o mobiliário interativo constituíram a ressignificação deste espaço. Na sala dos professores, também foi reconfigurada para maior integração, descanso e trabalho de seus frequentadores. Outra intervenção foi a readequação do pátio da escola. A ampla área era desprovida de atrativos, e os educandos se concentravam, em sua maioria, na quadra de esportes. Para melhor aproveitamento do espaço, pinturas de jogos no chão, estares e elementos lúdicos que instigam o brincar foram incluídos.

A terceira prioridade da escola foi a implantação de um parque, que permanece nos planos de articulação e sustentabilidade a serem desenvolvidos pelo Comitê multidisciplinar e demais parceiros no futuro. A partir da experiência vivenciada no projeto, o Comitê Multidisciplinar da escola incluiu em seu Projeto Político-Pedagógico a importância da diversidade dos espaços e o reconhecimento deles como ambientes educativos.